Paz meus irmãos em Cristo!
Seguindo o nosso estudo sobre a primeira carta de Pedro, já passamos pelo capítulo 1, onde refletimos sobre o que é a "Genuína Graça de Deus" e como ela nos transforma. No capítulo 2 refletimos sobre "Sermos Pedras Vivas e não pedra de tropeço". Também estudamos sobre o nosso comportamento de servo.
Hoje vamos refletir sobre o que esperar do comportamento de um Cristão "genuíno", que está de verdade sob a "Graça de Deus". Que faz aquilo que se espera de um Cristão. Não exatamente do que a sociedade espera ou do que os irmãos da igreja esperam de nós´. Não é uma questão de sermos aprovados segundo a visão dos outros. Mas de sermos Cristãos Genuínos e evidenciando essa Graça que recebemos de Deus, sendo aprovados por Ele!
Ao mesmo tempo hoje temos a comemoração do "Dia da Mulher" e a palavra foi bem providencial, não que eu a tenha programado, mas Deus certamente programou.
Pedro escreve a cristãos dispersos na Ásia Menor (atual Turquia), que enfrentavam calúnias, perseguições e pressões sociais para abandonar sua fé. O capítulo pode ser dividido em três grandes movimentos:
A Conduta no Lar (v. 1-7): O apóstolo aplica o princípio da submissão voluntária e do testemunho dentro do contexto familiar, abordando especificamente a relação entre esposas e maridos.
A Conduta na Comunidade (v. 8-12): Ele expande o chamado para todas as relações humanas, exortando à unidade, compaixão e bênção, mesmo quando se é alvo de maldade.
A Conduta no Sofrimento (v. 13-22): Pedro oferece o fundamento teológico para o sofrimento injusto, apontando para o exemplo supremo de Cristo e para a vitória final que garante a nossa esperança.
O fio condutor é a consciência de Deus e a imitação de Cristo. O comportamento do crente não é determinado pelas circunstâncias ao redor, mas pela sua identidade em Deus e pela sua esperança futura.
Vamos ao texto...
Instruções para as esposas
1Da mesma forma, vocês, esposas, sujeitem-se à autoridade de seu marido. Assim, mesmo que ele se recuse a obedecer à palavra, será conquistado por sua conduta, sem palavra alguma,
2mas por observar seu modo de viver puro e reverente.
Vemos aqui como Deus nos orienta, conforme até o que seguimos falando em alguns cultos sobre nosso comportamento no mundo, nosso testemunho de boca e testemunho de atitude.
3Não se preocupem com a beleza exterior obtida com penteados extravagantes, joias caras e roupas bonitas. Essa não deve ser a maior preocupação. Não deve ser uma obsessão, pois também atrai a idolatria. Sem dúvida também não deve ser totalmente desprezado, mas com seu devido peso, equilibrado, para que seja priorizado, acima de tudo, a beleza interior. Esta que realmente importa para Deus.
4Em vez disso, vistam-se com a beleza que vem de dentro e que não desaparece, a beleza de um espírito amável e sereno, tão precioso para Deus. Isso inclusive é outra instrução que apazigua nossos corações, principalmente da mulher, que tem uma preocupação mais latente em relação ao seu exterior à medida que o tempo avança. Repare a sabedoria na Palavra de Deus que, com amor, faz saltar aos nossos olhos a verdadeira beleza que importa. Desta forma a mulher constrói em seu coração, a segurança de estar florescendo dia a dia, compreendendo seu valor. Sem uma preocupação excessiva com seu exterior, mas especial preocupação em cultivar seu amor próprio, sabendo valorizar, principalmente, o que Deus colocou dentro de si.
5Era assim que se adornavam as mulheres santas do passado. Elas depositavam sua confiança em Deus e se sujeitavam à autoridade do marido.
6Sara, por exemplo, obedecia a Abraão e o chamava de senhor. Vocês são filhas dela quando praticam o bem, sem medo algum. Sara, sabendo da promessa que estava sobre a vida de Abraão agia com discernimento e coragem, sendo uma auxiliadora eficaz em seu propósito. Ela confiava em Deus e este mesmo convite é feito a todas as mulheres. Que, apesar de, por vezes, estarem já no caminho da fé e seus maridos sendo incrédulos, ainda assim fazem o que agrada ao Senhor e perseveram para que seu testemunho gere transformação dentro de casa.
Instruções para os maridos
7Da mesma forma, vocês, maridos, honrem sua esposa. Sejam compreensivos no convívio com ela, pois, ainda que seja mais frágil que vocês, ela é igualmente participante da dádiva de nova vida concedida por Deus. Tratem-na de maneira correta, para que nada atrapalhe suas orações. Vemos aqui as instruções para os maridos, demonstrando, além do que está óbvio, que o não cumprimento das orientações de Deus sobre o matrimônio e cuidado com a esposa, resulta em obstáculos às suas petições a Deus.
Instruções para todos os irmãos em Cristo
8Por fim, tenham todos o mesmo modo de pensar. Sejam cheios de compaixão uns pelos outros. Amem uns aos outros como irmãos. Mostrem misericórdia e humildade.
9Não retribuam mal por mal, nem insulto com insulto. Ao contrário, retribuam com uma bênção. Foi para isso que vocês foram chamados, e a bênção lhes será concedida.
10Pois,“Se quiser desfrutar a vida e ver muitos dias felizes, refreie a língua de falar maldades e os lábios de dizerem mentiras.
11Afaste-se do mal e faça o bem; busque a paz e esforce-se para mantê-la.
12Os olhos do Senhor estão sobre os justos,e seus ouvidos, abertos para suas orações.O Senhor, porém, volta o rosto contra os que praticam o mal”.
Sofrimento resultante de fazer o bem
13Quem é que desejará lhes fazer mal se vocês se dedicarem a fazer o bem? Não é que não seremos perseguidos por pessoas más, porém, sem dúvidas seremos menos perseguidos enquanto não formos geradores ou prolongadores de conflitos. A partir do momento que rebatemos mal com mal estamos sujeitos a essa justiça. Quando ao contrário, rebatemos mal com bem quebramos o ciclo e nos blindamos através do discernimento do Espírito Santo de Deus.´
14Mas, ainda que sofram por fazer o que é certo, vocês serão abençoados. Portanto, não se preocupem e não tenham medo de ameaças. Quando estamos andando na direção correta, em direção ao caminho estreito, nos aperfeiçoando dia a dia, não precisamos temer as coisas do mundo. Não devemos nos afligir, mas enfrentar com coragem o que se coloca como obstáculo à nossa frente. Se precisarmos enfrentar, enfrentamos, assim como Cristo, sendo inocente, pagou pelos nossos pecados. Nada mais estaremos fazendo do que tendo um vislumbre do privilégio nos dados por Deus, de sermos participantes do sofrimento de Cristo.
15Em vez disso, consagrem a Cristo como o Senhor de sua vida. E, se alguém lhes perguntar a respeito de sua esperança, estejam sempre preparados para explicá-la. Aqui é importante entendermos principalmente esta parte... "esteja sempre preparado para explicá-la". É neste momento, como falamos na semana passada, que nosso testemunho ganha força. Através do que suportamos por amor a Cristo. Nosso comportamento perante as dificuldades. Isso é maior testemunho do que apenas falar de Deus, mas a demonstração de como estamos vivendo o Evangelho.
16Façam-no, porém, de modo amável e respeitoso. Mantenham sempre a consciência limpa. Então, se as pessoas falarem mal de vocês, ficarão envergonhadas ao ver como vocês vivem corretamente em Cristo. Não se preocupem com o que falam de vocês. A verdade vem à tona, mais cedo ou mais tarde. Se falam mal porque nosso testemunho é igualmente mal, aí precisamos buscar o conserto. Mas se o que falam é mentira, não fique esbravejando querendo fazer prevalecer a sua visão das coisas. Esclareça aquilo que estiver ao seu alcance, o resto deixe para que a justiça divina traga luz no devido tempo. Sem dúvida sua conduta reta vai prevalecer. E também isso pode servir de testemunho e motivo de conversão para aqueles que uma vez te perseguiram.
17Lembrem-se de que é melhor sofrer por fazer o bem, se for da vontade de Deus, do que por fazer o mal. O sofrer por fazer o bem nos aproxima da Cruz de Cristo. Que sofreu por nós, mesmo não tendo sobre Ele culpa alguma. Podemos inclusive enxergar isso como um privilégio, uma benção de Deus.
18Pois Cristo também sofreu por nossos pecados, de uma vez por todas. Embora nunca tenha pecado, morreu pelos pecadores a fim de conduzi-los a Deus. Sofreu morte física, mas foi ressuscitado pelo Espírito,
19por meio do qual pregou aos espíritos em prisão,
20àqueles que, muito tempo atrás, desobedeceram a Deus quando ele esperou pacientemente enquanto Noé construía sua embarcação. Apenas oito pessoas foram salvas por meio da água do dilúvio,
21e aquela água simboliza o batismo que agora os salva, não pela remoção da sujeira do corpo, mas porque no batismo vocês declaram ter boa consciência diante de Deus. Ela é eficaz por meio da ressurreição de Jesus Cristo.
22Agora, Cristo foi para o céu e está sentado no lugar de honra à direita de Deus, e todos os anjos, autoridades e poderes se sujeitam a ele.